Crescimento de registros de projetos minerários e pressões políticas acendem alerta em entidades

Reunidos nesta segunda-feira (8), em Porto Alegre, na sede do Sindbancários, representantes de diversas entidades que integram o Comitê de Combate à Megamineração no RS (CCM/RS) analisaram os principais desafios relacionados ao setor.
O grupo demonstrou forte preocupação com o número crescente de registros de direitos minerários no Rio Grande do Sul — atualmente mais de 12 mil, desde as fases de pesquisa até a concessão de lavra, segundo dados da Agencia Nacional de Mineração (ANM). Também foi reiterada a apreensão diante da pressão política e empresarial pelo prolongamento dos prazos da transição energética.
Formado por ambientalistas, sindicalistas, advogados, defensores de direitos humanos, pesquisadores, entre outros, o Comitê reafirmou o compromisso de defender os trabalhadores que hoje dependem de atividades poluidoras. Diante de ataques e discursos de setores alinhados a interesses empresariais, especialmente da mineração e do carvão mineral, os participantes propuseram a criação de uma nova frente. O objetivo é reunir sindicatos e centrais sindicais para construir soluções que atendam às necessidades dos trabalhadores e reduzam sua dependência de indústrias altamente poluentes.
Além disso, o grupo indicou a necessidade de reorganizar e qualificar a atuação das demais frentes do CCM/RS — Técnica, Jurídica, de Comunicação e de Mobilização — para fortalecer a luta por qualidade de vida e enfrentar os impactos socioambientais da megamineração, que se agravam no contexto da crise climática global.
A próxima reunião do Comitê está marcada para o dia 6 de outubro.
